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quinta-feira, 21 de julho de 2011 | By: Ed!

100 Postagens

Cá fiquei eu pensando o que postar para completar minhas 100 postagens no blog Edbiblio... Actually, foram mesmo 100 postagens, visto que desde maio não posto nada ¬¬ Falta de tempo? Talvez. Sem ânimo? Também. Sem inspiração? Idem. Porém, cheguei à conclusão de que se esse espaço é meu, são meus pensamentos que devem vir aqui (apesar de nem sempre serem pensamentos "puros").

Eu poderia descrever aqui toda a minha ansiedade pós-UFC, o "medo" do que me espera no futruro ou as decepções no ambiente familiar e nas "amizades" etc. Eu poderia falar também das minhas tão almejadas FÉRIAS =) que, depois de algum tempo, finalmente estou tendo... Mas enfim. Vou preferir registrar uma retrospectiva dos meus anos na UFC, ao lado de pessoas que, hoje, posso chamar de amigos, companheiros, fiéis e verdadeiros que levarei em minha lembrança e em meu s2 por toda a vida...
segunda-feira, 28 de março de 2011 | By: Ed!

Tudo ao seu tempo...


Quando me diziam que mentira tinha a perna curta eu não entendia muito bem. Mas agora entendo. É até bíblico né: "não há nada oculto que não venha a ser revelado", é mais ou menos isso. Só que há mentiras que eu prefiro chamar de "omissões", sei lá. O fato é que, por vezes, nos enganamos (ou tentamos nos enganar) pensando fazer o bem para quem amamos, evitando decepções, desavenças, discussões. No entanto, hoje percebo que quando a máscara cai e revelamos quem somos de verdade, vem o alívio (e a vergonha). Esse é meu sentimento neste momento, uma parcela de vergonha, mas bastante aliviado por não ter que omitir (ou esconder) nada de ninguém. Erros, todos nós temos. Acertos também. O que importa é que tudo vem a seu tempo, e é revelado ao seu tempo. E é por isso que eu digo: "viver sem máscaras dói, mas logo passa, e o alívio vem..."
domingo, 27 de março de 2011 | By: Ed!

Amigos nunca dizem adeus...



Esse me foi enviado por minha amiga Ceiça... Valeu!
segunda-feira, 7 de março de 2011 | By: Ed!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 | By: Ed!

Fim de Ano

Mais um final de ano se aproxima e com ele as falsidades, hipocrisias e afins. Pessoas que passaram o ano todo sem ao menos nos dá um "bom dia" vêm até nós e nos dão um todo cordial "feliz ano novo" na noite do dia 31. tsc tsc, comigo não violão... Esses assuntos a parte, creio que tenho MUITO a agradecer a Deus por este ano. Foi um 2010 de realizações, alegrias e frustrações (óbvio que não irei agradecer por estas). Tomei cada vez mais consciência de que pequenos atos nossos podem resultar em grandes coisas, sejam elas para o bem ou para o mal, só cabe a nós escolher. É etapa de planejar as novas prioridades para o ano que vem e, claro, RALAR MUITO para conquistar cada desejo. Assim me despeço de 2010, com profunda gratidão dentro de mim, tendo a total consciência de que tanto acertos quanto erros só serviram para o meu crescimento pessoal e profissional. Certamente 2011 será um ano de escolhas e conquistas para todos nós (falo por mim, principalmente), será um ano de decisões difíceis de serem tomadas e entendidas, mas que já não se pode evitar a essa altura do campeonato...
sábado, 20 de novembro de 2010 | By: Ed!

Calem a boca, Nordestinos!


A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e  contraditória.
 Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".
> > > Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros "brasileiros" também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.
> > > E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
> > > Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
> > > Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
> > > Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e
> > Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de
> > Queiroz?
> > > Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos
> > presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
> > > Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial  Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e
> > até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos, pasmem, PAULISTAS!!!
> > > E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de  Marco Nanini, pernambucano.
> > > Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo "carioca" Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
> > > Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura.
> > > Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner, dentre tantos outros...
> > > E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia.
> > > Ah! Nordestinos.
> > > Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo? 
> > > Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
> > > Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de
> > "cachorras". Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
> > > Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para "um dia de princesa" (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
> > > Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário. coisa da melhor
> > qualidade!
> > > Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil!
> > Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso. mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
> > > Minha mensagem então é essa: - "Calem a boca, nordestinos!"
> > > Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
> > > Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
> > Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte!"
> > > Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

por José Barbosa Júnior
E eu ainda poderia acrescentar muuuuuuuuuuuitas outras cositas que nós, cabras da peste, levamos para o Brasil, mas deixa pra lá.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010 | By: Ed!

Imprudência

Se presenciar um pequeno acidente de trânsito já é um terror, imagine os de grandes proporções! Estava eu a caminho de volta para algum lugar quando, de repente, um grito e um barulho de vidro de carro quebrando. Uma pequena colisão entre uma moto e um carro que ultrapassou o sinal vermelho, isso foi o suficiente para estragar a minha tarde. No entanto, é impressionante ver que, mesmo no mundo nojento em que vivemos, ainda existam pessoas de bom coração dispostas a ajudar a quem precisa, principalmente em situações como essas. Eu liguei pro 192, o que aconteceu!? Um questionário enorme a que tive de responder, tanto que se o acidente tivesse sido maior, a vítima fatalmente teria morrido...

Lição: toda atenção no trânsito é pouco.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010 | By: Ed!
domingo, 10 de outubro de 2010 | By: Ed!

É preciso ir além da obrigação










Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe tinta e pincéis e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.

Enquanto pintava, notou que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Procurou e descobriu que a causa do vazamento era um buraco e o consertou.

Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.

No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e lhe entregou um cheque de grande valor.

O pintor ficou surpreso e disse:

- O senhor já me pagou pela pintura do barco.

- Mas isto não é pelo trabalho de pintura - disse o homem - é por ter consertado o vazamento do barco.

- Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. - acrescentou o pintor - Certamente o senhor não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!

- Meu caro amigo, você não compreendeu. - disse o proprietário do barco - Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Grande foi meu alívio e minha alegria quando os vi retornando, sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado. Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua "pequena" boa ação...

Se em nossa ação diária fizermos como aquele pintor, certamente o mundo pode ser diferente. Muitas vezes nos limitamos nossas ações apenas à nossa obrigação. Fazer o que nos compete, com disposição e zelo, é apenas cumprir um dever.

Analise muito bem uma situação e veja se é preciso que você faça algo além do seu dever, um “algo mais”, sem que ninguém peça.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010 | By: Ed!

Plínio: meu candidato

Em meio a balburdia que é a política brasileira, eis que surge Plínio de Arruda Sampaio. Discutir política definitivamente não é meu forte, mas candidatos como Plínio se destacam no sentido de que satirizam, de certa forma, a política brasileira, que não deixa de ser uma palhaçada, em minha humilde opinião. Foi nítida a presença ímpar de Plínio em todos os debates que participou, enfim, é PSOL, é 50!
terça-feira, 7 de setembro de 2010 | By: Ed!

Velórios

Nunca vi coisa mais tosca do que fazer de um velório um espetáculo. Curiosos que vão só pra terem o prazer de ver quem é a viúva, como ela tá se comportando, quem são as pessoas que choram, só pra depois ficarem comentando bobagens nas calçadas e nas casas dos outros. Às vezes nem mesmo conhecem ou até detestam o defunto. Mas enfim, tá na cultura do brasileiro né, fazer o quê? Acho que só se deve chorar se realmente não houver outra coisa pra fazer, tipo, se não dá pra segurar, normal se comover... Pertenço ao grupo dos que detestam presenciar velórios, porque, assim como nas festas de fim de ano, a hipocrisia rola à solta. Depois que se morre, todo mundo é bomzinho, é o exemplo da vizinhança, da rua, do bairro. Há toda uma homenagem ao defunto, que, se ele realmente merecesse, não poderia muito bem ter sido feita em vida? Não sei. Creio que a morte realmente tem o poder de comover as pessoas Dizem que a morte é uma "passagem", mas o fato é que só se sabe depois que se passa por ela, não é!? (confuso)
sexta-feira, 13 de agosto de 2010 | By: Ed!

Para tirar conclusões

Afinal, Bonner e Bernardes foram tendenciosos?







terça-feira, 6 de julho de 2010 | By: Ed!

Pra quem detesta a saga Crepúsculo...


Sei que gosto não se discute. Mas eu não poderia deixar de disponibilizar aqui essa comédia. Deixo claro que não tenho nada contra àqueles que curtem a saga Crepúsculo, o que vale é a leitura, apenas detesto a história. Isso não quer dizer que eu não o fosse adquirir se eu viesse a ser responsável por uma biblioteca (nesse sentido, 100 preconceitosh!).

Diferenças



















Vivemos num mundo onde prevalece a diferença. São divergências e variações culturais, raciais, econômicas, de opiniões, de caráter, de personalidade. Apesar de sermos considerados da mesma espécie, as diferenças são mais que notórias. Porém, precisamos tomar muito cuidado quando tais diferenças afetam nosso relacionamento com o próximo.














O respeito deve vir acima de tudo, pois reza a lei da boa convivência que  devemos tratar o próximo como queremos ser tratados., independente de cor, raça, sexo, cultura etc.





















Isso não significa necessariamente construir  laços falsos de amizade, mas simplesmente saber conviver. É a questão de respeitar o espaço do outro, compreender suas atitudes e seus defeitos.
 





















E quando essas diferenças atingem  a nossa relação com nosso companheiro? Óbvio que isso vai resultar em brigas, muitas vezes até sem fundamento... ops. Uma questão bem relativa se cria aqui, porque o que é sem fundamento para mim pode muito bem ter muito fundamento para o outro. Cabe a cada casal saber balancear isso daí, pois disso depende a felicidade de ambos.



quinta-feira, 24 de junho de 2010 | By: Ed!

Ainda há pessoas de bom coração




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É em meio a um furacão de acontecimentos ruins e desagradáveis que realmente reconhecemos quem verdadeiramente está do nosso lado. Ainda há pessoas que se dispõem a ajudar o próximo diante do constrangimento e da necessidade. Pessoas que nunca vimos na vida surgem e nos tiram dos mais diversos sufocos que, sozinhos, nunca conseguiríamos sair. Também é nessas horas que vemos, dentre aqueles que  conhecemos e amamos, quem realmente tem consideração por nós. A lição que  podemos tirar de experiências como essas é a de que devemos aprender a valorizar cada ser humano que nos cerca, pois nunca saberemos o dia em que precisaremos dele, mas também estarmos preparados para a decepção de não poder contar com quem pensávamos que pudíamos...
Ed!
quarta-feira, 16 de junho de 2010 | By: Ed!

A Copa e o Mundo

Época de Copa do Mundo. O mundo para, o Brasil para, as pessoas param. São milhares de torcedores que se unem com o mesmo objetivo: apoiar incondicionalmente a sua seleção e conduzi-la, mesmo que seja através de pensamento positivo, à conquista da taça. É mesmo emocionante todo esse movimento, nos tira da nossa rotina, nos une uns aos outros, nos dá um novo ânimo para superar os problemas do dia-a-dia. Se eu dissesse que não sofro ao assistir aos jogos do Brasil, estaria sendo hipócrita!

Em se tratando de África do Sul, disseram-me uma vez que nunca foi tão nítida a velha política do pão e circo. Mas é isso mesmo, é vibrar para esquecer dos flagelos que nos afligem, no caso de muitos deles, a fome, as doenças, o analfabetismo etc. O lema da vez é 1Goal: education for all. Massa, né!? Mas, e depois da Copa? Será que toda a alegria continua? Os investimentos permanecem? É esperar pra ver...
terça-feira, 15 de junho de 2010 | By: Ed!

Como um peixe no aquário


Há dias em que nos sentimos presos
sufocados por sentimentos que não queremos sentir
sufocados por maus pensamentos que insistem em nos persuadir
presos pelas convenções impostas pela sociedade
presos pelo que nossos pais acham que é certo e verdadeiro
revoltados por causa dos comentários maldosos de pessoas incomodadas
com a nossa forma de agir e com a nossa felicidade
que tentam impedi-la impondo as suas opiniões egoístas

 Acabamos, então, vivendo uma vida de aparências,
pois somos obrigados a mascarar a nossa real personalidade
o que realmente somos
por causa do que os outros pensam e falam

Nos sentimos como um peixe no aquário
que nada em todas as direções
assistindo à vida, muitas vezes hipócrita, das pessoas que estão do lado de fora
e que nem sempre se importam com os nossos sentimentos
com a forma como estamos vivendo
com a prisão que nos sufoca 
com a limitação de nossas forças
com a censura aos nossos anseios
com a dependência incondicional que acaba sendo imposta à nossa vida

Acabamos sendo governados por outrem como se fôssemos uma propriedade
somos cobrados para sermos exibidos àqueles que nos "assistem"
agimos como as pessoas, das quais dependemos, querem que ajamos
que nos comportemos e vivamos de acordo com as suas ideologias

Há dias em que nos sentimos assim
que a única vontade que temos é a de gritar para o mundo ouvir
que precisamos ser livres
que já não temos forças para lutar sozinhos
e que precisamos que nossos supostos erros sejam compreendidos
que ninguém é perfeito, que a vida não é perfeita
que há escolhas de vida para todos e que precisam ser respeitadas
Enfim, nos sentimos como um peixe no aquário.


Dedicado a uma pessoa muito especial,
Ed!